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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Destino: Eisenbahn, Blumenau

(trecho do diário de bordo do oficial imediato)


[Isso foi o mais próximo que chegamos de uma donzela alemã.]

Cheguei ao ponto de encontro, a casa do navegador, um pouco atrasado —o imediato pode se dar a esses luxos—, mestre timoneiro já estava lá, a postos. Boa tripulação. Tomamos um café da manhã servido pela dona Eliani e, depois das recomendações de boa viagem, nos lançamos à estrada.

— Com mil diabos, seus porcos de água doce! Os mapas!

Voltei correndo e tomei as cartas. Entreguei-as na mão do navegador, o sujeito certo para o serviço. Agora estávamos prontos: o timoneiro no comando de sua nau azul, o navegador ao lado, com as cartas náuticas e eu —na falta do capitão— lá atrás, na popa, estirado na cabine dos oficiais. Agora, sim, hora de partir, "bring me that horizon!"

Cruzamos as milhas sem problemas, mestre timoneiro é bom no que faz. O mestre navegador indicou-nos um outro caminho, que aprendeu de seu pai, velho lobo do mar, e acatamos a sugestão.

Vendo a quantidade de cemitérios na estrada, mestre navegador animou-se diante da possibilidade de conseguir uma boa disputa:

— Ô lugar para ter cemitério! Deve haver um bocado de brigas quentes por aqui!

Fomos entrando na cidade e nada de briga. Nada de hordas germânicas furiosas. Nada de donzelas loiras. Nada de construções típicas. Nada de nada. Lugarzinho entediante. Chegamos a pensar que erramos de lugarejo.

Seguimos as placas até a Vila Germânica, onde, agora sim!, encontraríamos donzelas alemãs loiras e ávidas por forasteiros. Nada. Desembarcamos prontos para um quebra-pau com uma horda de bárbaros alemães. Nada. Silêncio. Bola de feno rolando no meio das casinhas de boneca. Devem estar todos escondidos, preparando uma cilada, os sodomitas. Ficamos de prontidão. E onde diabos se meteram as belezinhas do lugar?

Só nessa hora foi que vimos algo de alemâo: uma meia dúzia de lojinhas apertadas com florzinhas na janela e canecos e mais canecos de porcelana para vender. É mais ou menos como o Bar do Alemão, só que ao céu aberto. Toca o tempo todo a mesma música. Boa melodia para se ouvir balançando uma caneca de chopp.


[O navegador testa sua próxima máquina. Born to be wild.]

Como bons cavalheiros, almoçamos num restaurante de classe, que abocanhou uns bons dobrões de ouro. Comemos feito gente grande. Carne, muita carne e especialidades locais: joelho de porco, chucrute, marreco, salsichão. São bons em fazer comida de pirata, os alemães. E mestre timoneiro achou melhor não abusar da picanha ao molho de pimenta.

No parque ao lado, uma festa de motos. Paramos, mestre timoneiro fez uns tests-drives, nada muito empolgante. Definitivamente, ele fica melhor na sua moto preta de bandido.

Sem mais delongas, desistimos de procurar donzelas alemãs e fomos atrás do nosso objetivo de verdade.


[Estilo: ou você tem ou você não tem.]

Rodamos pela cidadezinha como cães caídos do caminhão de mudança. Mestre navegador e mestre timoneiro usaram todas as suas habilidades, mas não adiantou: os malditos bastardos do lugar não sabem como construir umas ruas decentes. Além de não saberem dizer onde fica nada, os sodomitas têm um sotaque de pederastas terrível, pelos ossos do demônio! Melhor desistir de pedir ajuda. Acabamos achando por nós mesmos.

No final de uma curva, chegamos ao X do mapa: avistamos a bombordo a fábrica de cerveja. Ahoy! Mestre timoneiro fez uma manobra ousada e lançamos âncora no estacionamento.


[Bom bar, lugar de família.]

Um sujeito troncudo, aparentemente o chefe do lugar, nos recebeu na entrada da taverna. Como bons cavalheiros, começamos apurando o paladar com um menu degustação, quatro tipos de chope.

No balcão uma alemã —agora sim!— trabalhava para servir os clientes. Bochechas rosadas, cabelo loiro trançado, seios fartos, braços fortes, tudo em fartura. Uma autêntica germânica, a única que vimos na viagem. Apelidei a belezinha de Helga.

Uma outra mocinha veio nos avisar que era hora de visitarmos a fábrica. Conosco entraram um casal de gor..., digo, com ossos largos e uma comitiva de alemães, liderada por um tiozinho que tinha, por baixo, uns sessenta anos só de chopp.


[Boa cerveja!]

Explicações feitas, cervejas demonstradas, provamos os maltes —tão ruins como a comida do navio— e entramos no meio dos barris da fábrica. Mestre navegador garantiu-nos que consegue instalar algo parecido no porão de nosso navio. Não seria nada mau, chopp fresco para a tripulação. É um processo simples, que os sujeitos do lugar fazem muito bem. Deve-se apreciar um serviço bem feito.

No final, a menina tirou do barril um chopp para cada um de nós. Boa garota. Bom chopp. Lá no canto, o casal de entroncadinhos brindava com um gesto que eu não ousaria fazer diante da minha santa mãezinha.

— Saúde, dinheiro e... sacanagem!

Brindaram umas cinco vezes, e a cada vez a gordinha piscava para o maridão. Deve ter um fogo difícil de apagar, a safada.


[Mestre timoneiro aprova a cerveja!]

Antes de voltarmos para o saloon, o tiozinho censurou a moça por não fazer nenhuma explicação em alemão, analisou o barril —3500 litros— com seus olhos de lobo do mar germânico, fez as contas e afirmou, com a categoria de quem já viu muito chope na vida:

— É, esse tanto aí acho que deve durar quase um mês lá em casa.


[Mestre navegador aprova o processo.]

De volta à nossa mesa, começamos a primeira rodada para valer. Depois outra rodada. E outra. E outra. Hora de separar os homens dos meninos. Brindamos aos ausentes, todos eles, que vivam para sempre, os bastardos! No final, brindamos à nossa, aos sobreviventes, "juntos fomos à guerra, juntos estamos no bar." E a Helga lá no balcão, servindo chopp e salsichão pra alemãozada.


[Qual vai ser a próxima?]

Antes de partir, eu e o navegador tomamos uma decisão: vamos começar o treinamento com o mestre timoneiro e lançá-lo no Campeonato dos Tomadores de Chopp 2009. E depois que ele bater o recorde, o prêmio vai ter que mudar o nome para Alvaro Fonseca Duarte.


[O nome do timoneiro ainda vai ser inscrito nesse quadro com letras de ouro.]

Voltamos para Curitiba sem transtornos. Mestre navegador dormiu no leme como sempre, mas o timoneiro mostrou que é um bom sujeito levando todos em segurança para nossas mãezinhas.

Já na casa do navegador, despedi-me da tripulação, montei na minha moto e tomei o rumo de casa. Bom passeio, boa companhia. Dois sujeitos decentes. Dois grandes sujeitos. Ahoy, me mateys!


[Mestre navegador direto dos filmes de faroeste.]

* * *

Cerveja Eisenbahn, das Bier von Blumenau
Das macht uns stark und schmeckt so gut
Cerveja Eisenbahn, das Bier von Blumenau
Tudo mundo gerne trinken tut

Me dá um chopp, um chopp geladinho
Pois este é o melhor remedinho
Bebendo com moderação
Faz bem pra tudo e é nossa tradição

Lá vem a Eisenbahn
Chopp de Blumenau
Cerveja da região
Lá vem a Eisenbahn
Chopp de Blumenau
Tudo bem, todo mundo alles blau

Ein Prosit! Ein Prosit, mit Eisenbahn!
Ein Prosit! Ein Prosit, mit Eisenbahn!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Yamamoto Resutoran

(Trasgo)





Num retorno aos clássicos Especiais para o Cinema da Mafia, estávamos eu e o mestre Elfo em SP, e acabamos indo almoçar na Liberdade.

Lá encontramos um lugar típico daqueles filmes dos Anos 70, estilão o Restaurante do Sr. Shitakke, da Tela Class. Por fora era um beco, com uma cortininha com um sumotori desenhado e as palavras Yamamoto Resutoran.

Não pensamos duas vezes. Entramos.

Um puta de um lugar enorme por dentro. O tamanho por fora só enganava. Lugar muito bacana, com direito a mesinhas no tablado, tatames e decoração toda à moda Japonesa, super simples e muito bacana. Perfeito para fazer no sitio.

E comemos que nem o Goku. Peloamordedeus como tinha comida. Comi até umas coisas que não devia e me lembrei disso por quase 2 dias. Realmente não entendo como essa japonesada é tudo mirradinha.

Fica aí a dica: Se estiver e SP e for almoçar ali pela Liberdade, chega de dar grana para a Míriam. O negócio agora é o restaurante do Sr. Shitakke.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O inhame, esse nosso amigo

(Imediato)

Comer inhame em vez de batata, duas ou três vezes por semana, previne contra dengue. Em situações de epidemia, comer um inhame por dia é mais que bastante - em sopa, purê, ensopadinho, pastinha com alho ou qualquer das outras receitas que você encontra em www.correcotia.com/inhame.

Ensopadinho? Ui!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Duas rodas

(Elfo)



Não sei se foi por coragem ou loucura, mas de repente estava eu lá, montado numa moto em plena Marechal Floriano, hora do rush. Eu, que nunca me meti no trânsito. Eu, que nunca pilotei a mais de 20 km/h na pistinha da autoescola.

Poucos minutos antes, tinha entrado na concessionária, nervoso, ansioso. A moto não estava à vista, mas a vendedora me viu rápido e veio cumprimentar.

Sentamos na mesa dela e vi que estava tudo pronto: nota fiscal, manual, chave e uma etiqueta "Bruno". Assinei os papéis e ela ligou para um ramal: "traz a 3580 que o cliente está aqui para buscar". E então ela veio, vermelha como eu queria. E nada no mundo vai comprar o gostinho da hora em que tomei as chaves na mão e ouvi: "é sua!".

Minha.

Empurrei-a para fora da loja e fiquei na entrada, capacete na mão, curtindo o momento. Logo chegou o meu sempre companheiro de aventuras, com um sorriso que só não era maior que o meu. Grande De Niro!

Combinamos que ele sairia de carro e eu iria atrás dele. Conduzi a moto até o meio-fio e, quando ouvi a buzina e vi passar o Golzinho, bateu a adrenalina: hora da verdade. Arranquei e saí. Cheguei de ônibus e saí de moto.

Pensei que ia entrar em pânico, que ia me secar a boca, que não ia dar conta, que ia amarelar no meio dos carros todos, que ia morrer na primeira esquina e virar capa da Tribuna. Nada. Lá estava eu, em cima da minha moto. E ela não me decepcionou: macia, potente.

Ah, claro que fiz umas barbeiragens, deixei morrer, me atrapalhei com a seta, mas nada digno de um Jerico. Cheguei na Vila Áurea são, salvo e feliz. Meus primeiros cinco quilômetros rodados. De lá, armamos uma operação e o trasgo fez o favor de conduzir minha vermelha até o Bairro Alto, que eu também não estou abusando da sorte tanto assim.

Mais tarde, já em casa, quando todos estavam dormindo, abri a porta em silêncio e fui para a garagem. Sentei na moto e fiz um agradecimento silencioso a Deus. Não imaginava que exatamente um ano depois de ser quase assassinado eu me sentiria tão vivo de novo.

Senhores, eu tenho uma moto.


* * *
Tem muito mais além disso, a aventura foi grande. Conto com detalhes para quem me acompanhar, um dia desses, numa dose de uísque no Sailor.

* * *
Meu agradecimento especial ao amigo trasgo. Tomei uma lição de parceria ontem, fico te devendo essa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Pé na porta, soco na cara

(Elfo)



Sábado fomos, eu e o trasgo velho de guerra, ao Hangar, assistir o show do Matanza.

Nunca tinha ido lá. Gostei do som, música de boa qualidade. Só um problema: eu me senti meio tiozinho no meio da molecada. A maior parte do pessoal não tinha feito nem baile de debutante ainda. Sem contar que é tudo metaleiro de modinha, não senti firmeza na moçada: ficaram se esfregando feito um bando de emos e tomando água mineral (o cara do bar deve ter vendido só umas 20 cervejas: meia dúzia pra dupla dinâmica aqui e o resto pra uns outros velhotes que inclusive fizeram uma tentativa de vomitar no trasgo).

Todo mundo a caráter: camiseta preta, All-star e calça roubada do subtenente. Gordo-encrenca tinha de monte, gordinha hardcore nem se fala. Tinha até clube de motoqueiro e punk de suspensório (sem camisa, claro) e moicano porco-espinho. De repente, surge no meio do pessoal um sujeito de regata branca, calça jeans apertadinha, botina e chapelão de montar no boi Bandido. E eu e o trasgo pensando "putz, alguém veio na festa errada".

Não é que lá pelas tantas o clone do Marrone subiu no palco e tocou no show de abertura? Louco, louco, louco. O cowboy era metaleiraço!

Sobre o show do Matanza: bom, muito bom. Os caras têm presença de palco e tocam pra caraleo. Ok que lá dentro estava fazendo uns 50 graus —até o Jimmy que é carioca reclamou muito educadamente—, tinha 1000 pessoas onde só cabiam 500 e os metaleirinhos são chegados a tirar a camisa e ficar melecando todo mundo de suor, mas a gente nem ligou.

Duas meninas que juntas não tinham 30 anos deram um showzinho à parte, se esfregando que nem a Cherry Darling no corrimão da escada logo do lado do palco, vagabundagem pura. E lá em cima, no mezanino, numa mesinha VIP cercado de mulherada, o Nicholas —sim, o Nicholas!— parecia o Jabba the Hutt.

Mas o que conta mesmo é a poesia nas letras, pérolas do tipo "bom é quando faz mal", "a minha vida é minha e a sua que se foda" e "tá errado, eu tô fazendo".

Eu e o trasgo tínhamos combinado que tinha que tocar nossas 3 músicas preferidas. E não é que tocaram as três? Interceptor V6, Bom é quando faz mal e Pé na porta soco na cara. Com certeza que voltamos pra casa felizes da vida, ouvindo mais Matanza no iPod.

E ainda batemos um duplo-duplo no Cláudio. Grande Cláudio.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Grande Rasputin!

(Elfo)

Minha versão russa:



Babuska! Perestroika! Glasnost!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Hasta la victoria, siempre!

(Elfo)



Lá se vão 40 anos da morte de Ernesto Guevara de la Serna, o Fuser, vulgo Chê. O cara não foi pouca coisa: de jogador de rúgbi ele se tornou médico, depois motoqueiro e revolucionário e, no fim das contas, ascendeu ao posto de maior fabricante de camisetas da América Latina.

"Se avanço, segue-me; se me detenho, empurra-me; se retrocedo, mata-me."

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Video Games Live

(Elfo, postando atrasado)



(vou inserir aqui a fotinho mais tarde)


Domingão fomos, o trasgo e eu, à Video Games Live em São Paulo. Como nos velhos tempos: resolvemos, compramos, fizemos as malas e simbora. Enrolação zero.

A primeira coisa que eu notei foi de que o lugar estava infestado de nerds. Nerds de tudo quanto é jeito: nerd vestido de preto, nerd de cosplay, nerd vestido de preto, nerd de sobretudo e nerd vestido de preto. Isso foi bem útil porque ajudou a gente a encontrar o lugar: era só seguir os sujeitos.

Pegamos os ingressos na bilheteria (estava comprados pela internet-, enfrentamos a fila para entrar, procuramos nossos lugares e nos abancamos. Até aí sem alterações, mas adivinhem quem estava bem no lugar da frente? O Waltinho! Agora me digam que o mundo não é pequeno: viajamos 400 quilômetros, entramos num lugar com umas 2000 cadeiras e o cara estava bem na nossa frente! Uma satisfação.

Verdade seja dita que algumas partes não empolgaram muito, tipo quando tocaram o tema do Medal of Honor enquanto passava um vídeo de guerra. Chegou até a bater uma depressão geral na rapaziada. Mas, quando apareceu o Koji Kondo falando um inglesinho sem vergonha no telão, e a orquestra fez o famoso para-pá para-pá!... pãm!, eu e meu amiguinho trasgo fomos ao delírio. Nem que fosse pra ouvir só a musiquinha do Mario a viagem já teria valido a pena.

Destaque para o Martin Leung, o video games pianist —cá entre nós um chinesinho bem dos genéricos, do tipo que você vê na rua e não dá nadinha nele—, que tocou vendado, a suíte do Super Mario e levou o pessoal ao delírio. apresentou também uns arranjos dele para o Chrono Cross e para o Final Fantasy.

Nos intervalos, o rapaz que eu esqueci o nome mas que era mestre de cerimônia colocou uns gaiatos para jogar videogame e brincar de cosplay lá na frente. Essa parte eu não vou comentar porque, olha, foi chato. Eu queria música!

Acabamos perdendo a última música para correr pra rodoviária. Chegamos lá as dez pra meia-noite, compramos as passagens e embarcamos pra Curitiba meia-noite em ponto. Oito horas estávamos os dois firmes no trampo. Correria do jeito que o trasgo gosta.

Olha, foi divertido, viu? Ano que vem eu volto.

Ladrão peladãnhe!

(Elfo, copiando da BBC)



Carl Wagner, 24, tentou roubar uma loja na cidade de Carbondale, no Estado americano da Pensilvânia, nos Estados Unidos, usando nada mais do que um chapéu.

O jovem disse que fez isso porque estava se sentindo entediado. As imagens do rapaz entrando na loja nu foram gravadas pelas câmeras de circuito fechado.

Ele teria exigido dinheiro da vendedora, mas ela se recusou e chamou a polícia.

A polícia disse que já havia registrado outras ocorrências parecidas envolvendo Wagner, que teria o hábito de ficar nu em frente à janela de seu apartamento.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Morre Pedro de Lara



Estou meio abalado pra escrever, então vou só copiar a notícia da Folha.


* * *
Pedro de Lara, ex-jurado do apresentador Silvio Santos, morreu nesta quinta-feira (13), aos 82 anos, no Rio, informou o SBT. Ele estava com câncer de próstata e se recusava a fazer tratamento. Lara chegou morto à clínica Climed, no bairro de Irajá (zona norte do Rio), por volta do meio-dia.

Ele nasceu no dia 25 de fevereiro de 1925, na cidade de Bom Conselho, em Pernambuco. Pedro de Lara ficou famoso na TV por carregar flores e pela fama de turrão. Também radialista, ele participou como jurado de atrações musicais em outros programas popularescos.

No começo de sua carreira, ele trabalhou como jurado com Chacrinha, que morreu em 1988. Lara também fez o personagem Salsi-fufu no programa do Bozo, identificado como um estressado da turma.

Pedro de Lara tinha uma carreira de quase quatro décadas na TV. Também era escritor, astrólogo e cantor. Era casado com Mag de Lara. Não foram divulgados ainda o horário e o local do velório. Os familiares estão ainda cuidando dos detalhes do sepultamento.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Amenidades III

(Elfo)

Foi anunciado o contrato bilionário da fusão da Volks com a Ford. Eis o primeiro protótipo:

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Plantão de notícias

(Elfo)



Mais de três milhões de gays, lésbicas e transgêneros reuniram-se em São Paulo para comemorar os vinte e quatro aninhos de Diego De Niro, vulgo trasgo.

Nosso amigo estava bem à vontade na festa e fez questão de tirar foto com alguns dos rapazes. Emocionado, ele declarou aos repórteres: "estou muito feliz, vinte e quatro é uma idade muito especial".



Bruce Lee

(Elfo)



Animaçãozinha legal do Bruce. Clique aqui para assistir.

sábado, 26 de maio de 2007

Especial: Yoshida Brothers

(Elfo)



Ando meio sumido daqui, então vou tentar me redimir com um post especial. Yoshida Brothers na veia!







Perfil



Yoshida Brothers (吉田兄弟) são dois irmãos (óbvio) japoneses que tocam shamisen, um instrumento tradicional de três cordas. Lançaram carreira em 1999 no Japão e desde então vêm conquistando audiência internacional.



Ryoichiro Yoshida (1977) é o irmão mais velho, o de cabelinho arrepiado. Kenichi (1979), o de cabelo escorrido, é o caçula. Os dois nasceram em Noboribetsu, Hokkaido, e começaram a aprender shamisen aos cinco anos de idade.



A música deles é uma fusão entre o estilo rápido e vibrante da escola tsugaru de shamisen com ritmos ocidentais e outras influências regionais. Cada álbum tem músicas que variam desde canções tradicionais japonesas, tocadas apenas com os dois shamisen, até interpretações de country americano, música gaélica ou remixes com ares de techno, com adição de tambores, guitarras, bateria, flautas, mesas de som e tudo que faça um som legal.



Confiram mais no site oficial

e no da gravadora, a Domo Records.



Videoclipes

Vão aí dois clipes oficiais. A primeira música se chama Kodo e foi escolhida (numa versão remix) como tema do Nintendo Wii. A segunda é Rising, um som mais ocidental, com os shamisen atuando como guitarras.









Downloads (torrents e links diretos)



Yoshida Brothers

(Primeiro álbum da dupla lançado nos EUA)



Yoshida Brothers, vol. 2 ; Mirror



Change ; Mirror

(Álbum single da banda Monkey Majik com participação dos Yoshida).



Renaissance



Yoshiba Brothers III



Hishou



Tabidachi (Starting on a Journey)

terça-feira, 15 de maio de 2007

Ficciones

(Elfo)



"Quería soñar un hombre: quería soñarlo con integridad minuciosa e imponerlo a la realidad. Ese proyecto mágico había agotado el espacio entero de su alma; si alguien le hubiera preguntado su propio nombre o cualquier rasgo de su vida anterior, no habría acertado a responder."

A dica desta semana é para quem gosta de literatura de alta estirpe: Jorge Luis Borges. O Verissimo fala tanto dele que eu sempre tive vontade de conhecer. Coincidência ou não, acabei outro dia ganhando um original, en español. E não é que a fama do cara é merecida?

Ficciones é uma coletânea de contos que mesclam fantástico e real, uma das obras mais famosas dele. Mas, verdade seja dita, é como o Verissimo -tenho que escrever sobre ele um dia- fala: o Borges é adepto da filosofia do "pra quê simplificar se eu posso complicar?". É livro para se degustar aos poucos e com muita calma, para ler as sutilezas e entrelinhas do texto.

Hoje, especialmente para o mestre Anão, vou deixar o link para o e-book. Recomendo o conto Las ruinas circulares, o do trechinho que eu coloquei ali em cima.

* * *
Ficções (Ficciones)
Jorge Luis Borges
várias editoras

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A guerra dos mundos

(Elfo)



"(...) através do golfo do espaço, mentes que em relação à nossa são como a nossa em relação às dos animais que perecem, intelectos vastos, frios e insensíveis, lançavam sobre este planeta olhos invejosos e, lenta e inexoravelmente, traçavam planos contra nós."

Esqueçam o filme do Tom Cruise, ele só serviu para diminuir o livro de H.G. Wells. A guerra dos mundos é literatura de qualidade.

Eu não sou muito fã da ficção científica, mas este fez minha cabeça. Muito além da história da invasão e do combate (combate nada, os terráqueos tomaram é uma surra!), que, por si já daria um livro e tanto, o sr. Wells dá uma bela lição de consciência.

Não vou contar aqui, claro. O post ficaria muito grande e eu estragaria a história.

* * *
A guerra dos mundos (The war of the worlds)
H.G. Wells
Alfaguara, 240 pp

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Xiamen, África

(Elfo)



Agora descobri por que é que os chineses são tão negões. Esses jornalistas...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

As aventuras de Sharpe

(Elfo)



Bernard Cornwell é um dos meus preferidos. Admito que tenho preconceito com romances históricos –a maioria eu acho baboseira–, mas os dele são um caso à parte.

A série As aventuras de Sharpe conta as enrascadas de um recruta –o Sharpe, óbvio– nas guerras inglesas do comecinho do século XIX. Começam na Índia e e vão até a derrocada do baixinho Napoleão em Waterloo. A série já vendeu mais de 4 milhões de títulos e virou série de TV na Inglaterra.

Personagens engraçados e bem humanos, batalhas empolgantes e aquele gostinho de "putz, tenho que comprar o próximo livro". E em todos os livros do autor há, no final, uma nota histórica explicando o que é verdade e o que não é, o que eu acho muito legal.

Prós? Muito divertido, batalhas empolgantes e fatos históricos –até onde eu entendo, mestre Anão que sabe dessas coisas– verídicos. Contra? Ao todo são 21 livros, uma paulada.

* * *
O tigre de Sharpe (Sharpe's Tiger)
Bernard Cornwell
editora Record, 406 pp

terça-feira, 10 de abril de 2007

Design: arte ou tecnologia?

(Elfo)

E daí o sujeito conclui o curso de Dreamweaver na Escolinha da Tia Chiquinha e vira webdesigner. Calma lá, cowboy. Ele domina a tecnologia, não o feeling da coisa, entende?

Ou então a fulaninha faz um desenho lindésimo na aula de filosofia do Professor João e diz que é graphic designer. Ok, ela é super criativa, mas para que serve mesmo o que ela inventou?

Na verdade, na verdade, o design fica a meio-caminho entre a arte e a ciência. Para deixar o discurso bonito: design é a humanização da tecnologia. E todo o tipo de design segue a mesma regrinha: facilitar (ou suavizar) a interação entre usuário e produto. Seja lá "produto" o que for: um site, um livro -meu caso-, um cartaz, um móvel, um carro ou um foguete espacial.

Estética + função = design. Não existe design sem as duas partes da moeda. Resumindo é isso, ou quase isso.

Coluna social

(Dino Almeida)



Álvaro Fonseca Duarte (23), presidente de honra da Fundação Jerico do Ano, colou grau no curso de História da UFPR ontem, em cerimônia carregada de emoção. Bruno Palma e Silva (24), Diego de Niro Golçalves (23), Felipe Recka de Almeida (23) e Paulo Eduardo Pinheiro Rosa (24) marcaram presença no evento.

A recepção aconteceu com muito glamour e sofisticação no Habib's, com buffet variado de esfihas, chope e guaraná. "Esta beca me sufoca, agora vou passar uma semana na Ilha de Caras, só de chapéu", revelou Álvaro.