quinta-feira, 3 de março de 2005

O terceiro ano merece um post especial. Mesmo assim, é coisa demais para ser escrita numas poucas linhas.

III - Fora, Geléia!
(Elfo)

Caso sério, o terceiro ano. Porque éramos os grandes do colégio: conhecíamos as regras e sabíamos como nos livrar delas.

Para alguns, tempo de estudar - Coronel disse que quem estudava pouco, quase nada, estudava três horas por dia. Para outros - e estes não passam em lugar nenhum -, tempo de jogar RPG, ir ao cinema e chegar no salão de provas cantando e dançando.

Definitivamente, um ano de contrastes. Havia quem gritasse por aula, aula e resolvesse exercícios de física com satisfação e havia quem dormisse na aula e lesse quadrinhos por baixo da carteira - alguns até por cima mesmo. Tinha quem amasse ou odiasse os professores. E quem era amado ou odiado pelos professores.

Quem nunca matou aula para jogar conversa fora com o sargento amigo na monitoria? Quem nunca roubou giz para contribuir com a coleção dos amigos? Quem nunca praticou esportes em sala de aula no recreio? Quem nunca provou a eficiência de uma boina ao apagar o quadro? Quem nunca comandou uma turma com toques de assobio? Os chupetas. Os chupetas nunca fizeram nada disso. Coitados.

* * *

- Não é truco, major. É jogo do mico.

Uma coisa é certeza: se aquele não fosse o último ano, a Máfia seria expulsa no ano seguinte.