O terceiro ano merece um post especial. Mesmo assim, é coisa demais para ser escrita numas poucas linhas.
III - Fora, Geléia!
(Elfo)
Caso sério, o terceiro ano. Porque éramos os grandes do colégio: conhecíamos as regras e sabíamos como nos livrar delas.
Para alguns, tempo de estudar - Coronel disse que quem estudava pouco, quase nada, estudava três horas por dia. Para outros - e estes não passam em lugar nenhum -, tempo de jogar RPG, ir ao cinema e chegar no salão de provas cantando e dançando.
Definitivamente, um ano de contrastes. Havia quem gritasse por aula, aula e resolvesse exercícios de física com satisfação e havia quem dormisse na aula e lesse quadrinhos por baixo da carteira - alguns até por cima mesmo. Tinha quem amasse ou odiasse os professores. E quem era amado ou odiado pelos professores.
Quem nunca matou aula para jogar conversa fora com o sargento amigo na monitoria? Quem nunca roubou giz para contribuir com a coleção dos amigos? Quem nunca praticou esportes em sala de aula no recreio? Quem nunca provou a eficiência de uma boina ao apagar o quadro? Quem nunca comandou uma turma com toques de assobio? Os chupetas. Os chupetas nunca fizeram nada disso. Coitados.
* * *
- Não é truco, major. É jogo do mico.
Uma coisa é certeza: se aquele não fosse o último ano, a Máfia seria expulsa no ano seguinte.
quinta-feira, 3 de março de 2005
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