domingo, 1 de agosto de 2004

CRÔNICA.
(Anão)

Eis a última parte da Saga "A Volta do Oil-man e a Luta do Século"
Deixem suas críticas e sugestões para próximos trabalhos...

A LUTA DO SÉCULO. ÚLTIMA PARTE.

Anteriormente:
Depois de um ano do "Levante dos Besuntados", o nosso amado herói, Oil-man, resolveu voltar à vida pública, só que desta vez como candidato a prefeito de Curitiba. Os políticos da cidade não gostaram nada da idéia e resolveram se amotinar para enfrentar o nosso herói. Para tal contrataram o mais tenebroso vilão (?) de Curitiba: o Inri Cristhi. Este execrável ser criou um plano diabólico (???) para acabar de uma vez por todas com o nosso querido herói: sabotou o óleo de urucum (que dá superpoderes ao Oil-man) e seqüestrou um biarticulado para esmagá-lo. Agora só um milagre poderá salvar o nosso venerável herói.

O COMBATE: FINAL.

Nosso amado Oil-man suaria de pavor ao ver que um biarticulado está para esmagá-lo se não fosse o óleo a lhe tampar os poros. Mas o que vale aqui é o sentimento. Com um medo jamais sentido, o nosso digníssimo herói não sabe mais o quê fazer. Suas últimas forças estão se esvaindo em pedaladas. Inri Cristhi vê que ele não agüentará por muito tempo e pisa mais fundo no acelerador. Oil-man já desfalece e usa seu último fôlego para fazer uma prece: "Blue Moon of Kentucky Keep-a-shinin´bright". Após dizer isto ele cai no meio da rua e vê o biarticulado vindo impávido em sua direção. Não sabia ele que com estes versos que pronunciara um milagre havia acontecido...

Dentro do biarticulado o novíssimo sistema de som, Dolby Digital Sourand 5.1 DTS, o mesmo que faz com que a voz da senhora que fala as estações tubo fique aveludada e agradável, começa a tocar uma música:

"wop-bop-a-loom-bop-a-boom-bam-boom
tutti frutti
au rutti tutti frutti au rutti tutti frutti
au rutti tutti frutti au rutti tutti frutti
au rutti wop-bop-a-loom-bop-a-boom-bam-boom".


Ao ouvir esta música tocando dentro do ônibus, Inri Cristhi deu um grito e, junto com seus asseclas, desvaneceu-se no ar feito fumaça. A música (do Rei é claro) também fez acionar o sistema de freios. Porém, se o sistema de som é de ultima geração, não podemos falar o mesmo dos freios. Por conta disso o biarticulado acabou colidindo com o Oil-man e arremessando-o muuuuito longe.

Aqui cabe um adendo: queria agradecer de coração a todos que estão acompanhando esta emocionante história. Em especial a Érica que fez o favor de corrigir algumas coisas do texto, deixando-o mais claro e inteligível. Também queria agradecer a Máfia.org por ceder um espaço no seu blog para eu poder divulgar o meu trabalho. E, acima de todos, o Oil-man por ser uma fonte inesgotável (ou não mais, se ele tiver morrido) de inspiração para mim. Espero que, elegendo-se vereador (isto é sério), ele possa continuar fazendo presepadas e suscitando boatos, que são sempre uma inspiração a mais para mim.

Bom, continuando...
Instantes depois do acidente algo surreal aconteceu. Uma Harley Davison abriu espaço por entre a multidão (não preciso dizer que na mesma hora que ocorreu o acidente uma turba polvorosa juntou-se para ver o que estava acontecendo) e parou perto do corpo, quase sem vida, do nosso amado herói. Com um cachecol amarelo e sem capacete (que é para não estragar o topete), ninguém menos que Elvis Presley chegou para prestigiar o fim do seu maior e mais ardente fã. Aproximando-se do corpo, o Rei disse: "My boy, You are my life, my pride". Depois pegando suavemente na mão do nosso querido herói ele continuou: "You’re sleeping son, i know / But really, this can’t wait". E tirando uma guitarra havaiana das costas Elvis começou a tocar:

"Well, we're gonna rock. We're gonna rock.
Let's rock. Come on and rock.
We're gonna rock all our blues away".


Quando os primeiros acordes soaram, o quase finado Oil-man levantou-se (seguindo o ritmo é claro) e começou a dançar e cantar com o Rei. Logo todos os populares e transeuntes (inclusive este que lhes escreve) entregaram-se ao frenético ritmo do Rock´n Roll que só o Rei sabe tocar. Depois de três horas de show, gritos, dança alucinate e histeria coletiva Elvis guardou seu violão subiu na sua moto e disse: "Aloha-Oe". Oil-man, já recuperado, subiu na sua bicicleta (que escapou ilesa do acidente) e seguiu o Rei para Blue Hawaii: Island of Love, onde permanece até hoje preparando sua nova aventura.

Mas você, caro leitor, deve estar perguntando-se: que fim levou o Inri Cristhi? E o Rafael Greca? Será que a empresa deste maldito vai colocar asfalto na minha rua logo? Será que os professores da Federal vão entrar em greve? E a aliança Vanhoni-Richa deu certo?

Não posso responder a todas estas perguntas, mas ajudarei no que for possível. Bom, o Inri Cristhi depois de virar fumaça acabou sendo tragado por uns malucos belezas que estavam curtindo o showzinho do Rei. Passado algum tempo ele materializou-se novamente, arranjou novos asseclas e continuou com suas procissões pela rua Quinze. O Rafael Greca continua com seus planos megalomaníacos de criar uma Nau e voltar para a prefeitura de Curitiba. Com relação a aliança Vanhoni-Richa não deu certo. Mas não se preocupe, porque não importa quem entrar na prefeitura desta cidade nada vai mudar: o ônibus vai continuar sendo o mais caro do país; os parques vão continuar pululando, assim como as favelas na periferia; e a URBS vai continuar mandando nesta amável cidade, com o seu Reich de mil anos...

FIM (ou não).

P.S. As partes marcadas em itálico (as falas do Elvis, a oração do Oil-man e a música que tocou no biarticulado) são todas letras, ou nome de músicas cantadas por Elvis Presley. Não quis colocar palavras na boca do homem, assim acabei optando por este esquema. Não traduzi porque ia perder o sentido original da frase. Acho que é isto. Mais uma vez OBRIGADO.