quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Casshern
Trasgo



Vi sobre o filme no Editorial da EGL e seguindo os conselhos resolvi baixar. Quando vi a qualidade da versão de 1 CD, procurei pela versão de 2 discos e encontrei no emule e mandei vir. Quando chegou eu resolvi assistir. Isso foi ontem. E hoje, está tudo diferente.

Sabe aquele filme que muda a sua vida? Casshern é assim.

Sabe aquele filme que você assiste pensando que vai ser "só mais um cd na pilha" e, ele vem e chuta um filme da sua lista dos 10+ pra se colocar ali, perto do topo? Casshern é assim.

Sabe aquele seu sonho de criança sobre um filme e, aquele filme que trata sobre coisas que você jamais assistiria? Sobre coisas que você disfarçadamente vira os olhos quando vê ou muda os pensamentos quando pensa neles?

É um filme de ação. É um filme de amor. É um filme de ódio. É um filme de luta. Casshern é assim.



Daria pra dizer que Casshern revoluciona o modo de apresentar lutas em um filme. Daria pra dizer que o Casshern revoluciona o modo de apresentar um mundo, cidades e pessoas. Daria pra dizer que Casshern revoluciona o modo de que a gente vê a vida.

Vocês sabem que eu gosto de coisas coloridas. E os cenários de Casshern são assim. Os cenários calmos e tranquilos são de um verde, que realmente exprime paz. E a cidade poluída tem um tom laranja que chega a ser sufocante.

Se puderem assistir, assistam. Se não puderem, assistam mesmo assim.

Do editorial na EGL: Eu disse para mim mesmo: "Puta que pariu, eu tô chorando! É um filme de ação! Não é para eu estar chorando!"

Mas eu estava. "Casshern" é sobre família. É contra a guerra. É como se fosse "Jaspion" com tecnologia de "Homem-Aranha". Eu não poderia ter sonhado com um filme melhor.


Casshern é um filme Japonês. Em Japonês. Eu fico impressionado como esse povo consegue produzir coisas tocantes. Eu fico impressionado como pode produzir pessoas estilosas (O Prof. Azuma é a cara do Siroma!). Eu fico impressionado com o idioma. Se eu já gostava de japonês antes, agora eu gosto mais. E vendo o filme eu percebi como a língua pode ser fácil e extremamente difícil ao mesmo tempo.



Eu não falarei mais. Leiam o editorial e assistam o filme. Eu estou sem palavras para falar sobre ele.